11 de dezembro de 2014

Anafilaxia

{dddf185d0a14d66d36f69c30a4a12555}_anafilaxia_170x169x0O termo anafilaxia surgiu em torno de 1902 quando Portier e Richet descreveram a indução experimental de hipersensibilidade em cães imunizados com veneno de anêmonas. Os cães foram sensibilizados ao veneno e desenvolveram reações fatais a doses previamente não letais. Esses autores então propuseram o termo anafilaxia, derivado do grego a (contra) e filaxis (proteção). Atualmente, anafilaxia tem sido aceita como uma reação de hipersensibilidade aguda e potencialmente fatal, que acomete vários órgãos e sistemas isolados ou combinados simultaneamente. Os sintomas e sinais, que ocorrem em 5-30 minutos ou em até poucas horas da exposição ao agente causal. Podendo ser de intensidade leve, moderada ou grave. Na maioria dos casos é de intensidade leve, mas tem o potencial de evoluir para fatalidade. A sensibilidade individual determina a repercussão clínica do fenômeno. É uma reação geralmente mediada por IgE, mas também pode ocorrer por outros mecanismos. O quadro clínico compreende manifestações na pele (calor, eritema, prurido, urticária, angioedema), olhos (prurido, edema conjuntival, lacrimejamento) acompanhadas de comprometimento variável dos aparelhos respiratório (edema de laringe ou orofaringe, tosse, dispnéia, broncoespasmo, insuficiência respiratória ), cardiovascular (hipotensão, arritimias, insuficiência cardíaca ), sistema nervoso (tonturas, fraqueza) e trato gastrintestinal (dor abdominal, náusea, vômito, diarréia). A característica marcante e dramática desta condição é a possibilidade de levar rapidamente ao óbito uma pessoa previamente saudável. Os principais agentes causais são: medicamentos, alimentos e veneno de insetos. A anafilaxia é mais grave em pessoas com asma. O diagnóstico é realizado através da história clinica do paciente, e com exames laboratorial especifico.O tratamento é baseado na orientação ao paciente, uso de medicamentos e imunoterapia especifica. Com relação as orientações o paciente e ou responsáveis pela sua atenção, em casa e ou na escola, devem receber informações adequadas de modo a evitar contato com desencadeantes comprovados. As informações devem ser revistas constantemente.

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